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Covid-19

Cascavel volta a zona vermelha de risco de contaminação da Covid-19

Município sai do ponto muito alto de contaminação, para alto, segundo secretaria de Saúde

17/12/2020 10h13Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: Catve
Divulgação
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A secretaria de Saúde de Cascavel emitiu na manhã desta quinta-feira (17) o novo painel da Covid-19 que apresenta os dados da última semana e a saída da escala da faixa roxa, para faixa vermelha, ou seja, de risco muito alto de contaminação para alto. Os dados mostram o avanço da doença no município e quais os pontos mais críticos, desde a contaminação, variação de casos ativos, superlotação de leitos de enfermaria e UTI e até o quadro geral de mortes.

A maior taxa de infectados pela Covid-19 acontece no mês de dezembro, desde o início da pandemia ainda em fevereiro. O dia 12 de dezembro, Cascavel registrou 792 pessoas com vírus ativo. Outra taxa tão alta só foi vista em 20 de junho, mas o número era em média 30% menor que o de agora.

O que chama atenção no quadro é o número de exames que antes eram realizados ao longo das semanas e os que são coletados atualmente com redução expressiva. Na semana 26 da tabela - referente ao fim do mês de junho, 2436 pessoas realizaram o teste da Covid-19, hoje o aumento de casos é consideravelmente maior, no entanto, na semana 50 - referente ao meio de dezembro, 2.049 pessoas fizeram a testagem, quase 400 a menos que na semana comparada.

A segunda semana de dezembro é também o ponto mais crítico quando se fala em pacientes internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). São 47 cascavelenses que estão com quadro clínico mais grave provocado pelo vírus. Antes, o momento mais crítico era na semana de 18 de julho, quando 36 pacientes estavam internados na ala de UTI.

O momento mais complexo sobre os leitos disponíveis para atendimento ocorreu em junho. No dia 3 daquele mês, a taxa de ocupação chegou a 100%, não havia nada disponível em Cascavel, logo na sequência algumas medidas foram tomadas para manter a população em isolamento e tentar frear a disseminação. Três meses depois da superlotação, em setembro, o sistema de saúde tinha fôlego mantendo a média de 70% na taxa de ocupação. Com a flexibilização e possibilidade de levar a vida de forma "normal" os números voltaram a crescer e em 10 de dezembro o sistema voltou a colapsar, chegado a R$95,6% de lotação e com pouquíssimos leitos disponíveis na macrorregião Oeste para dar suporte em caso de urgência.

Cascavel está com quase 14 mil casos confirmados da doença, mais de 5% da população já foi infectada pelo vírus. São 206 mortes confirmadas e mais de 750 casos ativos.

A Secretaria de Saúde alerta aos riscos, a chance de contaminação principalmente com a aproximação das festividades de fim de ano. A orientação é não aglomerar, manter isolamento social, utilizar máscara e produtos para higienização das mãos.

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