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Incêndio

Voluntários trabalham na prevenção e no combate a incêndios em morros no Paraná

Fepam existe há quase 20 anos. São 160 voluntários e 35 brigadistas.

22/09/2020 11h20
Por: Redação
Fonte: G1 Paraná
Foto: Reprodução/RPC
Foto: Reprodução/RPC

Os parques estaduais de montanha do Paraná voltaram a ser fechados na sexta-feira (18). De acordo com o governo estadual, a crise hídrica e incêndios foram os principais motivos para o fechamento.

Com a autorização do Instituto Água e Terra (IAT), uma equipe de reportagem da RPC Curitiba subiu a Serra do Mar – mais especificamento no Morro Pão de Loth – para conhecer o trabalho dos voluntários trabalham na prevenção e no combate a incêndios nos morros.

"A gente fica feliz de poder realizar esse trabalho, mas triste de ter que realizar esse trabalho. A gente preferiria mil vezes não ter que realizar isso, de estar podendo aproveitar a serra, aproveitar a natureza, ver os animais no seu habitat, na sua casa, e poder vir aqui e aproveitar junto, e não ter que vir aqui apagar um incêndio, ter que vir aqui pedir para o pessoal não fazer isso, ter que vir aqui carregar água para combater o incêndio", disse a brigadista Luciane de Andrade.

A Serra do Mar

Exuberante e ameaçada, a Serra do Mar é a casa de árvores gigantes, plantas delicadas e animais raros. Um incêndio pode levar a um desastre irreparável. Seriam cenas tristes – como o que está acontecendo no Pantanal.

Em 10 de setembro, um incêndio destruiu parte da vegetação do Morro Pão de Loth, em Quatro Barras, que fica na Região Metropolitana de Curitiba. Um trabalho rápido conseguiu conter o avanço da queimada.

Quem está a quilômetros observando toda a cadeia da Serra do Mar, ajuda a salvar a floresta. Em Curitiba e Região, integrantes da Federação Paranaense de Montanhismo (Fepam) ficam espalhados para avistar focos de incêndio.

Eles identificam os paredões de fumaça que se levantam no meio da floresta. Essa rede comunica onde é a localização do incêndio. A partir disso, bombeiros e a brigada chegam rápido ao local onde há queimada.

Desrespeito

No feriado prolongado de 7 de setembro, filas se formaram para entrar nos parques estaduais. Também houve flagrante de pessoas fazendo fogueira na mata. Depois disso, o IAT resolveu voltar a fechar o acesso às montanhas.

"A gente tem um desafio grande, um desafio de todos, que é a conscientização. Nós precisamos entender esse espaço como uma unidade de conservação, como realmente é. Então, nesse sentido, a gente tem trabalhado muito com o apoio da brigada, o apoio dos voluntários, para conscientizar os visitantes a fim de que a gente possa preservar esse espaço", afirmou Anderson Santos, da fiscalização regional do IAT.

Fepam

A Fepam existe há quase 20 anos. São 160 voluntários e 35 brigadistas. Em toda a floresta, eles marcam pontos estratégicos e armazenam água para combater os incêndios.

"Nós trazemos em garrafas pets. Enchemos essas garrafas pets em pontos na própria serra, em rios, em córregos, e trazemos na mão, em mochilas nas costas", explicou Luciane.

Em toda a Serra do Mar, eles juntaram mais de 12 mil litros de água. Esse trabalho é fundamental. Se não fossem esses galões, a situação poderia ser bem pior. Neste ano, já tiveram que combater 15 incêndios florestais na serra.

Os galões e garrafas com água ficam escondidos . Caso tenha um incêndio, os brigadistas conseguem alimentar as bombas costais com essa água.

Se essa água não estivesse por ali, os últimos incêndios florestais teriam sido mais graves. "O pessoal já vem com agilidade, sabendo que tem esses depósitos aqui", disse o voluntário da Fepam, Ronaldo Teixeira Nunes.

Nos últimos anos, o trabalho desses voluntários preservou a floresta e o que ela tem de mais precioso: a vida.

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