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Saúde

Secretaria da Saúde apresenta ações para combater a dengue

O plano de ação de enfrentamento da dengue para 2020/2021 contém ações dos cinco componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue, que são: vigilância epidemiológica, controle vetorial, assistência, gestão e comunicação.

05/09/2020 11h46
Por: Redação
Fonte: AEN
Divulgação
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A Secretaria de Estado da Saúde apresentou nesta sexta-feira (4) o plano de ação de enfrentamento da dengue para 2020/2021, que contém ações dos cinco componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue, que são: vigilância epidemiológica, controle vetorial, assistência, gestão e comunicação.

O documento foi elaborado pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, da Sesa, com atividades e mecanismos que devem ser implementados diante dos níveis de incidência, números de casos notificados e confirmados e ocorrência de óbitos suspeitos por dengue.

“Estamos em alerta para a dengue e emitimos pedido a todos os gestores municipais sobre a situação. Na avaliação dos primeiros dias deste novo período é de que teremos um quadro semelhante ao anterior, onde tivemos a maior epidemia da história do Paraná”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, a doença segue como uma das principais preocupações do Governo do Estado, com 222 mil casos confirmados e 177 mortes provocadas pela doença.

Além de novas formas de combate, duas grandes inovações estão previstas no Plano de Ação: a testagem qualificada para dengue, em parceria do Lacen (Laboratório Central do Estado) e universidades estaduais, e a inversão da lógica do atendimento ao infectado que terá como porta de entrada a Atenção Primária à Saúde, envolvendo as equipes municipais para avaliação de risco e primeiro atendimento ao paciente.

VIGILÂNCIA – O novo plano estadual orienta para o Diagrama de Controle, instrumento desenvolvido com dados do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), disponível para todas as regionais de saúde e municípios com o objetivo de desencadear as respostas para cada nível de ação. “Diante da representação gráfica é possível identificar o início da circulação viral, avaliar a situação em cada cidade e antecipar medidas preventivas”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Segundo ela, serão implantadas unidades sentinelas para arboviroses nas 22 Regionais de Saúde, que farão a coleta de amostras de casos suspeitos de dengue, com acondicionamento, armazenamento e envio para o exame específico pelo método RT-PCR. “As unidades fazem um trabalho de sinalização, realizam periodicamente um número de exames proporcional ao de habitantes, viabilizando uma avaliação antecipada do aumento de casos de dengue. As unidades sentinelas já atuam com resultados positivos na coleta de amostras de H1N1”, afirmou a diretora.

VETORIAL – As ações de controle vetorial passam por processo de modificação devido às restrições e cuidados diante da pandemia da Covid-19. Entre as propostas, a aplicação de novas formas de controle biológico e utilização de larvicidas também biológicos, além da continuidade de ações para remoção técnica de criadouros do mosquito Aedes aegyti.

ASSISTÊNCIA – Na área da assistência, o Plano de Ação prevê a capacitação e atualização de profissionais da área sobre protocolos de manejo clínico da dengue e organização de fluxo de atendimento local, especialmente nos períodos de ocorrência de maior número de casos.

UNIVERSIDADES – Outra novidade apresentada é a participação de universidades no monitoramento. Parceria da 15ª Regional de Saúde de Maringá com a Universidade Estadual de Maringá, Uningá e Cesumar disponibilizará um painel interativo, em tempo real, com os principais números de ocorrências de dengue no Estado.

SOCIEDADE – “Além de todas as medidas apresentadas, salientamos que a participação da comunidade é fundamental no combate ao Aedes aegypti”, acrescentou o secretário Beto Preto. “Cerca de 90% dos criadouros do mosquito estão nos quintais e ambientes internos das residências, e para que este plano seja efetivado é necessário o apoio e ajuda da população na remoção dos focos”.

O plano foi entregue ao secretário Beto Preto pela diretora de Atenção e Vigiliância em Saúde, Maria Goretti David Lopes; pela coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte; e pela diretora do Lacen, Célia Fagundes Cruz.

“Vamos avaliar detalhadamente cada proposta e posteriormente apresentaremos em reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), que define a linha condutora de todas as questões da saúde”, disse o secretário.

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