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Politica

Justiça manda bloquear R$ 5 milhões em bens de vereador, do filho dele e de empresários acusados de fraude em licitações

Nilson Hackmann é vereador em Marechal Cândido Rondon; segundo o MP-PR, os acusados criaram empresas de fachada em nome de 'laranjas' para firmar contratos com o poder público.

29/07/2020 11h32
Por: Redação
Fonte: G1 Paraná
 Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon

A 1ª Promotoria de Justiça de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, determinou o bloqueio de R$ 5 milhões em bens do vereador Nilson Hachmann (PSC), do filho dele e de outros três empresários.

Os cinco foram acusados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de criar empresas de fachada em nome de “laranjas” para participarem de licitações para contratos com o poder público.

O bloqueio de bens foi determinado pela Justiça em uma ação por por improbidade administrativa. Os cinco acusados também são réus em uma ação penal ajuizada pelo MP-PR.

Hachmann, de acordo com o MP-PR, usou as empresas em nome de terceiros, mas que seriam de propriedade dele, para participar de processos licitatórios e fazer venda direta à prefeitura, o que não é permitido.

Ainda de acordo com a denúncia dos promotores, o esquema de fraude foi realizado entre 2009 e o início de 2020. As empresas atuavam em áreas diversas, como obras públicas de pavimentação rural, prestação de serviços e transporte escolar.

As empresas, conforme a denúncia, firmaram, pelo menos, 10 contratos com a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, envolvendo um total de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

O advogado Márcio Bérti informou que a defesa do vereador Nilson Hackmann considera que houve exagero na determinação do bloqueio de bens e também em relação ao pedido do MP-PR para que as licitações fossem anuladas.

A defesa destacou que as obras em questão foram concluídas e entregues, e que não houve superfaturamento.

Operação Pula-Pula

Nilton Hachmann e outras três pessoas foram presas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em maio de 2019, quando foi deflagrada a Operação Pula-Pula, que apura crimes contra a administração pública na cidade.

O vereador foi solto após pagar fiança de R$ 30 mil. O mandato dele foi suspenso como condição para a liberdade provisória. Os outros três presos tiveram a liberdade provisória concedida mediante o pagamento da mesma fiança determinada ao vereador, de 30 salários mínimos.

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